terça-feira, 14 de abril de 2015

A mídia, o golpismo e a frente ampla



Na última quarta, oito de abril, dentre tantas notícias, gostaria de comentar uma especificamente. Um colunista abre a nota falando de uma renúncia branca da presidenta, praticando o que os filósofos chamariam de sofisma, desenvolve argumento com o único objetivo de atacar a presidenta Dilma e a democracia brasileira, vai pela livre especulação e sem nenhuma noção do que vem a ser governo de coalizão, frente ampla ou coisa que o valha, tenta, como profeta do apocalipse, decretar, de todo jeito, o fim do governo Dilma democraticamente eleito pelo povo brasileiro. 

Tomo esse como exemplo para ilustrar como age a grande imprensa brasileira e em especial, em certa medida, a imprensa pernambucana. Se pauta pela oposição, ataca e denigre a imagem da Presidenta da Republica, tentando passar uma ideia de desgoverno e de que a Dilma estaria renunciando a suas funções e transferindo as suas responsabilidades, com isso, tentando concluir pelo fim do governo de Dilma.


Governar é um exercício coletivo, um bom líder precisa e deve contar com muitos colaboradores, inclusive imbuídos de responsabilidades para tomar decisões e executar determinações superiores, no sentido de viabilizar todas as ações de Estado e de governo da responsabilidade daquele ente, soa irracional acusar a Presidenta de desgoverno por determinar tarefas a ministros e, no caso, ao Vice-presidente da República Michel Temer.


A Presidenta entrega a um aliado muito próximo, seu colega de chapa, ex-presidente da Câmara dos Deputados, político habilidoso e experiente, a responsabilidade de conduzir a articulação política do governo, reflete, antes de mais nada, visão ampla, esforço por buscar saídas políticas e melhorar a articulação governamental com o parlamento brasileiro, também fazendo frente a crise econômica global e estrutural, fortemente potencializada pela crise política instalada pela brutal e desleal ofensiva da grande imprensa e da oposição conservadora, inconformados com a derrota sofrida em outubro último, ameaçando a democracia.


Defender o governo constitucionalmente eleito da Presidenta Dilma é dever cívico e democrático. Não se pode admitir que se tome de assalto uma conquista no voto, deve-se derrotar o golpismo.


Urge buscar “desde já uma frente ampla com todas as forças possíveis do campo democrático e patriótico. Somente uma frente que una as forças patrióticas, progressistas e democráticas da Nação será capaz de enfrentar, isolar e derrotar a ofensiva retrógrada do consórcio oposicionista” (PCdoB).


Retomar a iniciativa política é fundamental, essa frente ampla deva ser articulada em torno da defesa da democracia, do mandato legítimo e constitucional da presidenta Dilma, da defesa da Petrobras, da economia e da engenharia nacional, do combate à corrupção, com o fim do financiamento empresarial das campanhas, e pela retomada do crescimento econômico do país e garantia dos direitos sociais e trabalhistas e de uma reforma política democrática que aprofunde e aperfeiçoe a democracia brasileira.


A denúncia dessa atitude da imprensa golpista deve ser contundente e rechaçar com veemência, buscando a democratização da mídia, para que todas as opiniões possam ecoar livremente e com espaço na sociedade.


Referencias:


Jornal do Commercio: ano 97, número 98

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