A parlamentar também defendeu discussão sobre a distribuição do ICMS.
A deputada lembrou sua gestão como prefeita de Olinda (PE) e disse que conhecia de perto as dificuldades de dirigir um município com problemas de cidade grande e receita muito pequena. Ela salientou que a receita tributária está cada vez mais centralizada na União, aumentando os problemas dos municípios que precisam de mais recursos.
A deputada defendeu a partilha dos royaltes como uma questão estratégica para o país, destacando que as riquezas que estão na camada do pré-sal não pertencem a um estado, mas a toda a nação brasileira. “Os municípios que estão na área das reservas precisam ter um diferencial, mas não pode haver distorções”, explicou.
A parlamentar também afirmou que é preciso discutir o impacto do crescimento econômico nas cidades, do contrário as riquezas ficarão concentradas nos polos de desenvolvimento, gerando problemas para a periferia das cidades assistidas.
Para isso, propôs uma rediscussão sobre o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Para ela, o imposto é mal distribuído e sequer leva em conta o critério populacional. “Do jeito que é hoje, a distribuição do ICMS gera desigualdade e concentra renda em alguns municípios, precisamos discutir para tornar o imposto mais justo e mais igual. Esse é o nosso papel como legisladores”, argumentou.
Principais reivindicações
A Emenda 29, defendida pelos prefeitos, amplia os recursos destinados para a saúde. Os prefeitos alegam que estão assumindo a maior parcela de responsabilidade pela manutenção do Sistema Único de Saúde (SUS) e cobram a aprovação rápida da emenda. A matéria fixa os percentuais mínimos a serem investidos anualmente em saúde pela União, por estados e municípios. A emenda obrigou a União a investir em saúde, em 2000, 5% a mais do que havia investido no ano anterior e determinou que nos anos seguintes esse valor fosse corrigido pela variação nominal do PIB. Os estados ficaram obrigados a aplicar 12% da arrecadação de impostos, e os municípios, 15%.
Em relação aos royalties, os prefeitos querem que o Congresso Nacional derrube o veto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à forma de distribuição dos royalties do petróleo entre todos os estados e municípios, como tinha sido aprovado pelo Congresso. Hoje, apenas Rio de Janeiro e Espírito Santo são beneficiados com os lucros do petróleo explorado em seus respectivos estados.
A regra derrubada pelo ex-presidente previa que, reservada a parcela destinada à União e aos municípios afetados pela exploração do petróleo, o restante dos recursos seria dividido da seguinte forma: 50% pelos critérios do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e 50% pelos critérios do Fundo de Participação dos Estados (FPE).
Publicado originalmente em: www.vermelho.org.br
A Ex Prefeita e atual Deputada Federal, Luciana Santos, demonstrou ao longo dos oito anos na gentão do Município de Olinda a capacidade de aglutinar pessoas em torno das idéias em discursão.
ResponderExcluirDemocratizou a Gestão em todas as camadas sociais, desde os excluidos até os empresários de Olinda, criando condições para que se organizassem sem intervir na escolha interna das associações e sempre escutando a todas as camadas da Sociedade Organizada de Olinda.
As conferências que aconteceram em Olinda e posteriormente dando apoio na instalação dos Conselhos.
Agora no Parlamento está demonstrando porque foi eleita Deputada.
A Deputada não é mais representante do Município de Olinda, mas de toda Nação brasileira.
Com isso a partilha dos royaltes, que foi objeto de pressão de alguns Estados e Municípios "produtores" deverá ser discutido novamente de forma que os Município possam respirar aliviados das dificuldades que enfrentam no dia dia, para da resposta imediata o povo.
Parabens Deputada!
Nós já esperávamos essa forma de atuação.
Firme na luta!
Obs. "produtores" Nenhum Município é dono do Mar, assim os Municipios da região litorânea poderá cobrar impostos para que o povo que mora afastado do litoral possam tomar bnho de mar, contemplar esse bem da natureza.
Maviael Cavalcanti
maviael@globo.com